quarta-feira, 30 de março de 2016

O Tomo de Ormuz


O Tomo de Ormuz

PDF 609




A geografia desenhada e exercida hoje, torna-se história amanhã. E a geografia que modifica e modela os espaços, cria novas histórias. O homem é o ator neste palco geográfico, onde os lugares e cada espaço alterado, é um novo cenário, descortinado para o homem exercer uma história ao longo da linha do tempo. A responsabilidade de registrar esta história, torna-se uma responsabilidade de algumas instituições que se formam e tornam-se capazes para isto. Especializam-se em geografia e história como o IHGRN - Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Descreve e escreve um espaço, em uma das federações brasileiras.

Uma geografia foi realizada na noite de uma terça-feira (29/03/16), pelas ruas de Natal. A movimentação de grupos de pessoas, começando pela região metropolitana, e outros lugares não pesquisados. Pessoas chegaram pelas linhas da Rosa dos Ventos, em direção ao centro. Pessoas partiram de lugares diversos com conduções diversas e diferenciadas com destino ao ponto zero da cidade, o local da fundação da cidade. Chegaram em prédios próximos ao marco zero, para ocupar posições diversas em situações diversas, em um mesmo local. Pessoas saíram de seus trabalhos, de suas residências e de suas cidades, para uma atividade comum a todos, com diversos personagens ocupando papeis diferentes, de um teatro social no decorrer de um cerimonial. O cerimonial de ocupação de cargo de uma nova diretoria do IHGRN. O cerimonial receptivo de chegada de novos sócios; e o lançamento da revista Nº XCII – Ano 2016 do IHGRN. Composta de artigos e crônicas, com incentivo da Lei Câmara Cascudo.

Ormuz Barbalho que fez parte do Tomo histórico anterior, liderado por Valério Mesquita, inicia agora um Tomo próprio junto com seus capítulos, ocupando similares secretarias. Um novo Tomo, na história do RN. E diante de uma galeria de ex-presidentes ainda vivos e presentes: Valério Mesquita e Jurandir Navarro, com respectivos Tomos anteriores. A citação dos primeiros Tomos, como fatos históricos registrados, como sempre foram lembradas, começando lá nos idos de 1902, quando surgiu o primeiro dos Tomos, geográficos e históricos do IHGRN, quando se instalava no Brasil a Republica. Dos primeiros e dos antigos sócios, muitos estão lembrados nos logradouros públicos e instituições espalhadas pela cidade de Natal/RN. E a lembrança do ex-presidente Enélio Petrovich que por quase meio século passou ocupando a pasta principal, também foi citado.

O instituto (IHGRN) cria, pesquisa e analisa uma geografia diária, para através de seus sócios e colaboradores escrever, descrever, anotar e arquivar a história, para que não se perca na oralidade e na memória. Fotografias reforçam e confirmam os fatos, mostram pessoas presentes, ainda que possam precisar de uma legenda descritiva, para quem não conhece o espaço e os personagens na imagem fotográfica. Ormuz Barbalho Simonetti chega e continua, para dar uma continuidade do IHGRN, na era da tecnologia, com arquivos copiados e escaneados, copilados e arquivados em solo; e outros arquivos em nuvens, junto com os primeiros sócios.

Cada personagem, cada ator, cada escritor e cada historiador, um papel na história potiguar. Como os ex-presidentes já citados, como participantes de uma nova equipe eleita e empossada. Como os novos sócios, citados nominalmente.  Como a personagem doadora de um imóvel, Angélica Timbó, aliviando o espaço restrito e a necessidade urgente de obras, no prédio antigo, também foi citada. E mais outros personagens diversos. Cada um exercendo um papel naquele espaço. Representando a si, representando uma instituição (ANL, INRG, UBE e outras), ou ali presente para prestar uma homenagem a outros atores, pertencentes a sociedade intelectual natalense, e participantes no grupo representativo da instituição cultural mais antiga do RN. O IHGRN, a casa da memória potiguar.

Com história, geografia e meteorologia aconteceram os eventos em conjunto, convergindo para um mesmo ponto, acomodados em um mesmo espaço. A história e a geografia estão sempre sujeitas a participação do homem e das intempéries. Com variação da temperatura, com chuvas fracas ou intensas, esparsas ou intermitentes. Natal a cidade Noiva do Sol, prima dos ventos e das chuvas. Para o evento convergiram tudo e todos.

Finalizando a posse de Ormuz Barbalho Simonetti (OBS), cabe uma observação uma Obs: O Sol impossibilitado de comparecer, naquela hora noturna, já que tinha compromissos inadiáveis do outro lado do mundo, mandou a chuva para lhe representar. Aguardemos agora os tempos de sol e de bonança.



Texto publicado em:









RN, 30/03/16

por
Roberto Cardoso (Maracajá)
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Maracajá


sexta-feira, 4 de março de 2016

Com baião de dois e uma banda de melancia


Com baião de dois e uma banda de melancia

PDF 587
 

Antônio Francisco, mestre e doutor do tema cordel, tem a história do povo como linha de pesquisa. A publicação em cordéis com conceitos Qualis popularis,  desconhecido pela Capes e CNPq. Antônio nasceu, cresceu e viveu no sertão, e virou tema de dissertação na defesa de um mestrado. Mal conheceu o serrado e virou tese de doutorado. Provou sua proficiência em um idioma desconhecido pela academia, a linguagem do povo, com o verbo e os adjetivos usados nas ruas. Fez sua faculdade com leituras de gibis e revistas. Colocou pregos em solas, e soldas em placas. Trabalhou de gazeteiro e fez gazeta nas ruas. Foi convidado recentemente para duas resenhas. Não perdeu tempo e fez um baião de dois, trazendo uma melancia dividida em duas bandas.

Antônio Francisco, depois de muita estrada chegou em Natal para fazer um baião de dois. Juntou dois eventos para repartir uma melancia, deixou uma banda no Sarauterapia do CRO, e a outra banda na Quinta Literária da Livraria Nobel. Tudo em Natal, para comer e falar em dois dias.  E cada banda da melancia, dois ficaram a cargo de fatia-la, entre os presentes. Com Rubens Azevedo e Tião no Sarauterapia do CRO; e com Aluísio Azevedo e Marcos Medeiros na Nobel. Com os Azevedos, estavam a responsabilidade maior, de receber com as honras da casa, e de cortar e recortar a banda de melancia, entre os que viriam degusta-la no baião de dois, servido em dois dias, uma quarta-feira e uma quinta-feira, seguidas.

Antônio só viaja de misto, exigindo um banco na primeira classe, e na janela, com direito a farinha e rapadura no serviço de bordo. A água é farta, bastando tirar da quartinha, sempre bem fresquinha, com copo de alumínio brilhando e reluzente, areado com areia. Com e tal como uma melancia, contou sua história desde os tempos de menino chegando aos tempos de caserna, no serviço militar, aos pensamentos de seus versos. Versos já rimados ou criando novas rimas, que possam ser cantadas ou declamadas.

O cabra é verde por fora e vermelho por dentro, igual melancia, e tal como Jesus Cristo com ideias de repartir, a mesa e os livros, que formam saberes e sabores. Jesus também dividiu seus símbolos, como o pão, a água e o vinho, acompanhado de peixes. Antônio que já pescou muitas piabas, divide seus livros e a tapioca, em livros de folhas brancas, com diversos recheios. Jesus com uma fieira de peixes e Antônio com um cordel, de folhetos impressos. Jesus na sombra de uma oliveira, e Antônio debaixo uma mangueira. Enquanto Jesus tomava banho público no rio Jordão, Antônio toma banho de balde e caneca, no meio da rua.

Depois de contar suas histórias, e comerem a sua melancia, plantada e colhida em casa, ficaram as cascas e as sementes. Mas foi para isto que veio, deixar cascas e sementes, deixando uma parte para mãe natureza, que recicla suas produções, criando novas produções. E para bons entendedores presentes, com os resíduos que deixou, pode-se fazer um doce e formar uma nova plantação. Na carência do doce, as cascas servem de adubação.

Hoje Antônio vive em Mossoró, fazendo ponte com Natal. Em Mossoró com meia banda para a praia, e meia banda para o sertão. O mundo sempre se assentou em bandas, a do Norte e a do Sul, a do Leste e a do Oeste. A cidade e o sertão. Primero começou com o dia e a noite, com Adão e Eva, com as terras e as aguas. O paraíso e o inferno, com o bem e o mal. O mundo sempre foi bipolar, desde a criação.

‘Antonho’ contou histórias de vida e de lida, contou leituras e travessuras. Contou sonhos e devaneios. Descreveu sua casa, na serra de Mossoró, que vive sempre de portas abertas, com os moradores de braços abertos, recebendo os que chegam. Até o dia que chegou em casa, e encontrou uma feira sendo armada no corredor de sua casa, entre a sala e a cozinha. Já tinha barraca de frutas e legumes montadas. Tinha bodes e cabras amarradas. E tinha barraca de petiscos armada, com tamborete para sentar e comer buchada, com o povo petiscando com lascas de queijo de coalho, e de queijo de manteiga, cortando o efeito da pinga. Mas ainda era cedo, e armou a rede para dormir, deixando para fazer a feira quando sol já estivesse no alto e quente.

Quando vai ou vem para Natal, monta acampamento em Capim Macio, para dormir com o vento, que chega pela via costeira. Já está costumado a morar com a porta aberta, sem aperreio do que possa acontecer. Anda sempre armado com uma baladeira e um baita de uma peixeira, que o cabo parece de uma espada, mas a folha é menor que um canivete, para tirar a sujeira debaixo da unha.

Cordelista, xilógrafo, escritor e poeta. Compositor e pintor, pintou quadros e as metades de algumas paredes. Sua próxima meta é levar a tocha olímpica, de Mossoró ao Seridó, com pernoite em Caicó. Já algum tempo vem treinando carregando uma melancia na cabeça, equilibrada com uma rodilha.



RN, 04/03/16



por
Roberto Cardoso (Maracajá)
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quinta-feira, 3 de março de 2016

Roberto Cardoso (Maracajá) in


Roberto Cardoso (Maracajá) in



Roberto Cardoso (Maracajá) in Kukukaya


Textos publicados na Revista Kukukaya

Roberto Cardoso (Maracajá) in Jornal de Hoje


Textos publicados no Jornal de Hoje. Natal/RN

Roberto Cardoso (Maracajá) in informática em Revista


Textos publicados em Informática em Revista. Natal/RN


EDITAL DE CONVOCAÇÃO







EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Art. 1º - Ficam convidadas todas as pessoas interessadas em participar da ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINARIA DE FUNDAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO DE PAIS E AMIGOS DOS FISSURADOS DO RIO GRANDE DO NORTE - APAFIS/RN, a ser realizada no dia 07 de março de 2016, com início às 19h:00 em ponto, na sede do Conselho Regional de Odontologia do Estado do RN, na Rua Cônego Leão Fernandes, 619, Bairro Petrópolis, Natal/RN, a fim de deliberarem sobre os seguintes assuntos:

01 – Constituição e criação da Associação de Pais e Amigos dos Fissurados do Rio Grande do Norte - APAFIS/RN;
02 – Eleição do seu primeiro Conselho Diretor e de seu primeiro Conselho Fiscal;
03 – Posse dos eleitos.

Art. 2º - Os interessados em concorrer à citada eleição deverão compor sua Chapa e fazer a inscrição da mesma com a Comissão Organizadora Pró-Associação até o dia do evento.

Natal/RN, 01 de março de 2016.

Rubens Barros de Azevedo
p/ Comissão Organizadora




Anatomia cartesiana do RN

Anatomia cartesiana do RN

É inegável que o mapa do RN lembre um enorme paquiderme, mesmo que de uma forma estilizada como diria qualquer artista plástico. Um mapa a princípio é uma mídia impressa, representativa de um espaço geográfico baseado em latitudes, longitudes e altitudes, esboçando um espaço tridimensional sobre uma folha de papel que é bidimensional. Um mapa pode ser um elemento representativo de grandes áreas geográficas e uma carta pode representar e localizar com mais precisão elementos geográficos principais ou específicos, em uma área menor com mais elementos a respeito do espaço representado, com mais detalhes.
Sendo assim é possível com um pouco de conhecimento de anatomia externa de um elefante, usar o princípio de Descartes com eixos perpendiculares, os eixos x e y, ou abscissas e ordenadas e fazer um estudo de anatomia deste paquiderme riograndense do norte.
Sendo uma análise sintética, alguns elementos do mapa que caracterizam e definem a silhueta de um elefante serão destacados aqui. A tromba, o dorso, as patas,  uma suposta boca, a porção  glútea e um olho, tendo em vista que o mapa é bidimencional. E o elefante no mapa é visto lateralmente. 
Acreditava-se que havia apenas duas espécies de elefantes, o africano e o asiático.  Estudos recentes sugerem que ha mais espécies de elefantes, são animais terrestres pesando até 12 toneladas e medindo em média quatro metros de altura. E as suas características mais distintas são as presas de marfim. (Wikipédia). O elefante aqui descrito não é possível distinguir a espécie. Mas é possível arriscar um palpite de ser asiático, pois é possível identificar no seu dorso Macau, uma região da China. 
Diante do mapa do RN algumas partes do elefante podem ser facilmente identificadas. Apêndice que caracteriza distinguir um elefante, a tromba.  Onde encontramos a cidade de Alexandria, localizada na tromba do elefante, a tromba que investiga o caminho à frente e transforma a informação em conhecimento tal como a mais famosa biblioteca do mundo, a Biblioteca de Alexandria, destruída após um incêndio (Wikipédia). Outra cidade é Pau dos Ferros, localizada também na tromba, que é um órgão extremamente especializado e importante, capaz de pegar um a simples folha como também derrubar uma árvore (Wikipédia).
Investigado o alimento, é coletado pela tromba e levado à boca, em uma suposta boca no mapa encontramos a cidade de São Rafael, o arcanjo comum ao cristianismo, judaísmo e islamismo. Encontrando água esta é também levada à boca e encontramos em São Rafael uma represa que inundou a cidade na década de 1980 (Wikipédia).
No olho está Mossoró, a cidade que olha a vida com outros olhos, outras concepções A cultura que mostra a vida pelas artes. Pela visão de cada autor, escritor ou diretor. Histórias e Estórias de cangaceiros invadindo a cidade fazem parte de sua cultura e urbanismo. Assunto e imaginação farta para os cordelistas. Mas Lampião invadiu ou não invadiu a cidade? O mossoroense afirma que não, a estratégia militar também. Um sítio só é considerado invadido e ocupado quando as tropas entram e se instalam. Lampião entrou na cidade, mas não instalou o seu comando, tal como as UPPs fizeram no Rio de Janeiro. E quem poderá afirmar se a luz de Lampião iluminou o não iluminou a cidade? Os historiadores saberão dizer sobre a Mossoró antes e a Mossoró depois do episódio de Lampião e seu bando. E o que teria acontecido se lampião não, tivesse ido lá. [...] si por acauso resolver mi a mandar a importança que aqui nós pedi. Eu invito di entrada ahi [...],
palavras do Capitão Lampião em bilhete ao prefeito de Mossoró depois da negativa em atender ao pedido de 400 contos de réis, em 13 de junho de 1927.
Finalmente a parte glútea onde encontramos Natal uma cidade sem saneamento e o Parque das Dunas, uma porção remanescente da Mata Atlântica, com uma diversidade e riqueza de um bioma tal como a flora intestinal, onde os nutrientes alimentares são absorvidos. No mapa, os pés sãos difíceis de identifica-los individualmente, estão em Parelhas.   

Texto publicado no jornal "O Mossoroense" em Mossoró, 23 de agosto de 2012

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Jung na Batalha da Roberto Freire

Jung na Batalha da Roberto Freire

Uma  análise junguiana da Batalha na Roberto Freire. Carl Gustav  Jung ou simplesmente Jung foi um psiquiatra suiço que viveu entre 1875 e 1961, fundador da  da psicologia analítica, ou psicologia junguiana. (Wikipédia). Atendendo a um convite prefaciou a primeira edição inglesa do  I Ching - O livro das mutações. Fato que não aconteceu com a edição alemã. Jung pesquisou os arquétipos na formação do indivíduo
Os portugueses no século dos descobrimentos viviam à margem do rio Tejo próximo ao mar tal como a Estácio se posiciona na Roberto Freire. Uma conhecida música portuguesa que diz que ‘navegar é preciso viver não é preciso’ e hoje navegamos na internet. Navegaram pelos mares desconhecidos e sempre procuravam uma formação geográfica natural para abrigar suas embarcações do mar aberto e do mau tempo. Baía de Guanabara e Angra dos Reis no Estado do Rio de Janeiro, Baía de Todos os Santos na Bahia, Santos e São Vicente no litoral paulista, são alguns exemplos.
Holanda também conhecida por países baixos, e holandeses instalaram-se no Brasil, justamente numa cidade com uma barreira natural, junto à praia, os arrecifes. Uma barreira natural para proteger suas embarcações, mas também um impedimento a alguém posicionado na praia de olhar o mar e avistar a linha do horizonte, tal como seu país com suas terras abaixo do nível do mar, não sendo possível ver o horizonte, a linha formada pelo céu encontrando com o mar. Instalou-se em um prédio mais alto que a maioria das construções ali encontradas no logradouro público. Diante dos ventos no RN, lembrado os moinhos existentes na Holanda para fazer uso da energia eólica que bombeia diuturnamente a água que invade seu território. E procurando um novo prédio para futuras e novas instalações, um prédio abaixo da do nível pista da avenida.
Os americanos ampliaram seu território a custa de guerras e extermínio de índios nativos e formaram um país com acesso a dois oceanos. Com a frente voltada para a Europa de onde vinham as informações e o conhecimento. E com os fundos voltados ao mundo denominado oriental, com suas tradições e empirismos, optaram por uma ciência estatística e pragmática, Colhem suas frutas do quintal na região denominada Califórnia, onde produzem boas frutas e correm o risco de se tornar uma bagunça devido a falha de Santo André..Instalaram a capital em Washington DC, que se traduz por Distrito de Columbia ou seria um direcionamento do mundo, Depois de Cristo? O mundo passou a olhar, a nortear suas ideias e pensamentos. Fato criticado por Paulo Freire que dizia que o Brasil deveria sulear e não nortear, entendendo que não se referia a agulha de uma bússola este norteamento, mas sim, olhar para o norte, para América do Norte.
Na Roberto Freire ainda podemos encontrar outros povos disputando outros serviços. Brasileiros e Holandeses no mercado do varejo de combustível. França no ramo de supermercados. Alemães e orientais na revenda de veículos. O homem desde as épocas remotas instalava-se ao redor de poços, junto à costa e à margem de rios, sempre onde existe água. Hoje vivemos a Nova Era e a Roberto Freire um rio, é um canal de energia.

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Conflitos de gênero na Batalha da Roberto Freire

Conflitos de gênero na Batalha da Roberto Freire

Organizações vem enfrentando desafios a tornarem-se e continuarem produtivas tendo condições de manterem-se no mercado. Buscam ambientes flexíveis e adaptados a constantes mudanças. Diversificam seus quadros funcionais tornando-os mais heterogêneos. (Capelle).
No princípio o homem, com seu espírito de aventura e desbravamento abriu (o)s caminhos para novas descobertas. Com o passar d(o)s tempos estes caminhos foram sendo caminhados, repassados e o homem deixou de descobrir e desbravar para voltar onde já tinha ido, e os caminhos tornaram-se (a)s trilhas. As trilhas deixaram de ser transitadas somente pelo homem, mas pelo homem e (a) sua prole. As proles se instalaram e formaram (a)s cidades, onde o homem novamente abriu (a)s ruas e (a)s avenidas. No princípio do Universo era Deus. E o homem é um enviado de Deus. 
A Avenida Roberto Freire, que um dia já foi Estrada de Ponta Negra,  foi batizada com um nome que caracteriza o gênero masculino. Nome de um(a) família d(a) terra, tal como a de Gilberto Freyre, o sociólogo do sertão. Instalaram-se ali (a)s empresas, (a)s escolas, (a)s faculdades e (a)s concessionárias de automóveis. Empresas se instalaram na Roberto Freire. E (o)s poderosos, (o)s donos d(o) saber, donos d(o) conhecimento e donos d(o) poder se apossaram d(a)s instalações. Esqueceram quem detém (a) informação. A teoria feminista pós-moderna fundamenta-se em tecer críticas ao conhecimento e a informação (Callas & Smircich, in Capelle)
O homem, gênero masculino e não espécie conduz a empresa com um(a) administração ortodoxa, tradicional, baseada em conceitos e afirmações, com inflexibilidade. O mundo, o universo tem que estar em equilíbrio de forças e energias. 
Uma empresa para atingir o seu público alvo, (o) seu cliente é necessário estar em equilíbrio com estas forças e energias. È necessário uma administração holística. Para alcançar a gestão de qualidade é necessário ter qualidade de gestão.  
Mas os homens, cuja vida terrestre é breve, por não saberem harmonizar as causas dos tempos idos, e das gentes que não viram nem conheceram, com as que agora vêem e experimentam e, como também veem facilmente o que no mesmo corpo, na mesma hora e lugar convém a cada membro, a cada tempo, a cada parte e a cada pessoa, escandalizam-se com as coisas daqueles tempos, enquanto aceitam as de agora. (Santo Agostinho)
Hoje a partir da linha de pesquisa da Avenida Roberto Freire no RN encontramos de um lado da via, justamente do lado onde podemos ainda encontrar sinais da Mãe Natureza com sua fauna e sua flora mesmo por cima das areias ou terras formadas pelas dunas uma reserva natural com resquícios da Mata Atlântica. Onde quem sabe talvez os cientistas descubram que por baixo daquelas dunas há um grande cetáceo. Encontramos ali diversas coordenadoras de cursos em uma universidade federal conduzida por uma Reitora, numa cidade administrada por uma Prefeita que por sua vez tem uma Governadora que faz parte de uma Federação presidida por uma Presidenta.
Não é à toa que o símbolo representativo do sexo feminino é um circulo com uma cruz voltada para baixo, posicionada como uma intenção de fixar, de ancorar à Terra. Ao
contrário o homem tem como símbolo uma seta voltada para cima dando uma noção de antena como uma das hastes da seta (antena) voltada ao universo e a outra voltada para a superfície da terra. Recebendo mensagens e informações  do espaço e retransmitindo a quem está na superfície terrestre. Fazendo a conexão, um link do Universo com a Terra.

Texto publicado no Jornal de Hoje em Natal/RN, 20 de agosto de 2012

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