quinta-feira, 13 de outubro de 2016
Roberto Cardoso (Maracajá) in Jornal de Hoje: Lições de Mãe Luiza
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sábado, 8 de outubro de 2016
APAFIS/RN: Um up grade de C&T para a APAFIS/RN
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segunda-feira, 3 de outubro de 2016
Convocação à baderna
Convocação à baderna
PDF 753
No estilo mais pobre do processo civilizatório, o prefeito eleito convoca o povo para comemorar a sua vitória. Parece querer dividir com o povo, a bagunça nas ruas, mas precisa de argumentos e escudos. Convoca seu eleitorado para uma carreata, indo contra o processo de desenvolvimento da cidadania, o respeito ao próximo. Convoca para um ato discriminatório, devem comparecer ao evento, apenas os que possuem carros. Teoricamente e tecnicamente, os caronas deverão estar dispostos a balançar bandeiras e a fazer barulho, enquanto motoristas conduzem o automóvel.
Durante o período de campanha, já havia desfilado de destaque em um carro alegórico, promovendo congestionamentos e barulho em frente às casas por onde passava. Distribuiu pelas ruas: acenos e sorrisos; mais decibéis e mais monóxido de carbono. Não adianta apertar o nariz, vendar os olhos ou abafar os ouvidos, a caravana passava, deixando rastros de dejetos invisíveis, que serão descobertos ao longo do tempo, nos postos de saúde. A gota que faltava, para transbordar o pote ou entornar o caldo...
Todo ato traz consigo uma simbologia e um comportamento oculto. Nos desfiles militares pelas ruas, o poderio da tropa. No transporte da tocha olímpica, o poderio e o poder do fogo. No racha (pegas) de carros nas ruas, o esporte proibido e a exibição do poder econômico. Nos engarrafamentos urbanos, a dicotomia; o sacrifício de quem viaja de ônibus e o conforto de quem possui um carro, com vidro fechado, ar condicionado e rádio ligado. Nas atividades circenses, tendo palhaços e animais amestrados, o circo chegou na cidade. A passeata, o comportamento do amostrado, a reunião de todas as coisas, o pitaco de um e de outro.
E agora o prefeito eleito, como em um primeiro ato de sua nova administração, convoca o povo para uma manifestação nas ruas. As mesmas ruas proibidas aos protestos e reivindicações, dos que desfilam a pé com bandeiras em punho exigindo deveres e direitos. Exigindo posições alvissareiras, de políticos e administradores, de caráter coletivo, beneficiando a população como um todo.
Na tal cidade sem planejamento urbano, sem mobilidade urbana e sem acessibilidade, a convocação para carros nas ruas. Uma convocação pelas redes sociais, logo após a abertura das urnas. E novamente o candidato prefeito, volta às ruas desfilando em um carro alegórico, todo iluminado. Distribuindo beijos, gesticulando pelas ruas com acenos e sorrisos; e mais decibéis, e mais monóxido de carbono. Um ato que deve ser planejado antecipadamente, em benefício da saúde e da segurança pública, assim regem as regras de qualquer prefeitura.
O direito e o dever de cidadania, não se limita a escolha de políticos à uma próxima administração, mas estende-se ao respeito do espaço do outro. Ao exercer o direito de cidadania, não se amplia a todos os direitos, de entupir as ruas de de carros. Como também não estacionar carros em locais não permitidos, e carros no trajeto foram obrigados a fazer isto, tendo que sair da frente. Promover carreatas e buzinaços pelas ruas, que deveriam ser tranquilas. O prefeito é formado em direito, um causídico em benefício próprio. Não entende a linguagem da cidade, que está escrita nas ruas, em postes e asfaltos, colunas e calçamentos. Ainda sem imagens ou símbolos estampados existe uma linguagem em ruas e calçadas, definidas pelo desenho universal. Cabe a um prefeito e suas secretarias, respeitar e fazer respeitar.
O prefeito já tem história, de não promover acessibilidade nos eventos públicos. E de permitir alvará a espaços públicos sem acessibilidade e sem segurança, em situações de emergência. Começa agora seu novo mandato levando instabilidade para as ruas. As mesmas ruas que podem possuir calçadas, onde ele não coloca os pés no chão. Mas desfila em carro aberto; ou em carro fechado, blindado com ar condicionado. Tudo depende do tipo de evento, de não enxergar a cidade e de ser enxergado pela população.
03/10/2016
http://www.publikador.com/resenhas/roberto-cardoso/convocacao-a-baderna
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
O prefeito da inclusão
O prefeito da inclusão
PDF 752
O prefeito da inclusão, tudo incluía a seu bel prazer, de acordo com suas necessidades políticas, agradando a quem lhe interessasse, ao longo de uma carreira política, herdeira de oligarquias. Um verdadeiro reinado.
Na tal cidade onde um dia os holandeses desembarcaram para travar algumas batalhas, e os americanos decolaram para chegar voando a um palco de guerra, o prefeito procurou caminhos controversos. Não abriu as portas como fez a cidade. Estagnou a cidade com os que já estavam dentro, deixando as ideias que chegavam, de outros países, do lado de fora. Buscou a inclusão de todo tipo de cidadão, em alguns espaços da cidade. Não importava a deficiência ou patologia. podia ser mecânica ou sensorial, sintomática ou psicológica.
Incluiu mais pessoas nas mesmas paradas de ônibus que já existiam, dizendo que sempre cabe mais um; incluiu mais passageiros nos ônibus que já existiam, dizendo que ônibus é tal coração de mãe, sempre cabe mais um. Tudo embutido com um sorriso em reclame de creme dental. Inaugurou ruas e avenidas onde não transitam coletivos, apenas carros. Aplicou políticas e padrões de inserção, aos que possuíam carro com ar condicionado, filtro no vidro e carroceria blindada.
Durante as campanhas de seu reinado desfilava em um carro aberto, evitando colocar o pé no chão. Ficava na dúvida do pé, direito ou do esquerdo, qual colocar primeiro e qual levar um escorregão. O piso das ruas e calçadas eram cheios de desníveis e buracos, não poderia colocar o pé primeiro certo, e cair no passo seguinte. O prefeito já tinha cometido desníveis e deslizes culturais quando realizou a festa da FLINstones. E durante seu mandatos administrava a sua cidade em um castelo no alto da Candelária.
Contratou um drone para filmar a cidade, do alto, tal como a Candelária. Sempre caberia uma nova imagem, da cidade ou pessoal. Contratou uma equipe para disseminar propaganda eleitoral em redes sociais. Até durantes os debates ao vivo na televisão, sua página pessoal estava ativa. Usava de mensagens subliminares para atingir as mentes, dando uma ideia de que não mente, dizendo ser uma cidade maravilha.
Incluiu os carros sobre as calçadas, carros estacionados em esquinas, e carros parados em faixas de pedestres. Abriu espaço para montadoras automobilísticas de países diversos. Mas o seu maior trabalho de inclusão foi com um grupo, que fica gesticulando, como se estivesse falando no rádio ou no telefone, em alguns pontos estratégicos da cidade. Vestindo uma camisa amarela, para que todos os enxergassem e não os atropelasse. Um grupo de cegos, surdos e mudos. Não enxergam os carros na calçada e se fazem de surdos e mudos quando questionados. A mesma patologia do presidente, não sabem de nada.
O prefeito é meio Chaves e meio Maduro, chega nas urnas e na TV para pedir sua permanência no cargo, através do voto. E o prefeito nos lembra mesmo de Honoré Balzac (1799-1850). gosta de fazer piada com a desgraça dos outros. O cara é uma comédia humana, e tem discurso do código dos homens honestos, com suas ilusões perdidas.
O prefeito inaugurou um hospital na cidade, desprezado pelo secretário de saúde, quando acometido por um infarto. Dispensou o hospital municipal e o hospital estadual, passou pela frente dos hospitais públicos, em uma operação de remoção em emergência, foi levado direto para um hospital particular. Não quis ocupar a vaga de direito do povo.
O prefeito segue com seu discurso na TV e redes sociais, enxergando uma luz no fim do túnel. Pode iluminar a cidade, que é conhecida com cidade do Sol, mas os ventos atrapalham as suas ideias.
RN 29/09/2016
Texto em:
http://www.publikador.com/eventos/roberto-cardoso-(maracaja)/o-prefeito-da-inclusao-1segunda-feira, 19 de setembro de 2016
Jerimum Valley: Trocando12por1dúzia
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016
Caldo de Cana com Pão Doce: O clone e o drone
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domingo, 4 de setembro de 2016
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