sábado, 3 de setembro de 2016

Cenas de uma cidade má administrada PDF 719



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Cenas de uma cidade má administrada
PDF 719

Em um sábado de sol pelas ruas de uma cidade. Ruas do perímetro urbano, no centro comercial, e outras paragens na tal cidade

Cena 1
Rua Dr José Ivo, rua começando em frente a prefeitura. Uma rua estreita no centro da cidade, onde só há espaço para um automóvel trafegar. Carros e motos sobre as calçadas também estreitas, impedem o transito de pedestres e o acesso as lojas, que ainda estão abertas. A observação da falta que faz um Amarelinho, para intervir no espaço urbano, evitando infrações e aplicando multas. A prefeitura está próxima, mas não há expediente no momento. E durante o horário de expediente, não aceita reclamações pessoalmente, dizem ser necessário acessar um site ou um aplicativo; ou procurar o órgão competente.
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Cena 2
Avenida Rio Branco, centro da cidade. Carros estacionados sobre as calçadas, que já não comportam mais as pedras portuguesas. As pedrarias das calçadas, para pedestres, estão sendo destruídas pelas movimentações de veículos movimentados e parados, para operações de carga e descarga.
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Cena 3
Esquina da Avenida Rio Branco com a Rua João Pessoa. Um vendedor mantem uma mobília espalhada, e à venda sobre a calçada. Poltronas, banquetas e baus fazem o contorno de um telefone público, disponibilizando ao usuário, apenas um acesso para chegar ao telefone. A mobília espalhada pela calçada impede que os pedestres  ao saírem da faixa de pedestres, acessem diretamente a calçada, dificultando também o aceso de pedestres que desejam atravessar a avenida.
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Cena 4
Na rua João Pessoa, com uma parte calçada, para uso de pedestres. Um cidadão é atingido por uma motocicleta trafegando sobre o espaço destinado a pedestres, depois da moto acessar pela rampa de cadeirantes. O cidadão reclama com o condutor e observa seu destino. Em uma posição estratégica o cidadão observa a motocicleta estacionada com o condutor ocultando a placa. O cidadão com o celular tira uma foto e se afasta para observar as vitrines, sair de cena. O condutor da moto se aproxima e intimida o cidadão. Faz ameaças: se tirar uma nova foto, pode perder seu aparelho de comunicação. Nenhum Amarelinho, Guarda Municipal ou Policia Militar, é avistado pela redondeza. Um dia já existiu um posto policial na esquina mais próxima.
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Cena 5
Rua Coronel Cascudo. Uma história se repete. Um carro vendendo coxinhas impede a passagem de pedestres, para acessar e sair. ou atravessar uma rua. Fato já citado em um outro texto. Coxinhas urbanas(os).
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Cena 6
Um automóvel parado sobre uma faixa de pedestre, em frente a um hospital infantil Varela Santiago. O condutor esta ao volante, mas não se movimenta quando alertado por um pedestre necessitando atravessar a pista usando a faixa.
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Cena 7
Palácio dos Esportes. O local das atividades paraolímpicas. Há vários carros estacionados ao longo da faixa táctil, destinada as informações e orientações aos deficientes visuais. Outros carros estão estacionados em frente as rampas. Natal/RN a única capital do nordeste a receber atividades das Paraolimpíadas que deverão começar no Rio de Janeiro/RJ. Dentro do ginásio esportivo recém reformado, rampas para cadeirantes, que não permitem um auto deslocamento, o cadeirante precisa ser ajudado para alcançar o piso superior, onde há uma maior visibilidade da quadra.
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Cena 8
Avenida Aírton Sena. Uma ciclovia ocupada por automóveis Enquanto motoristas e acompanhantes tomam uma geladinha, automóveis em fila indiana aguardam seus motoristas e passageiros, estacionados na sobra projetada sobre a ciclovia,
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Todas as cenas e fatos foram observados em um único dia. Um sábado de sol, no mesmo dia dos eventos paraolímpicos na tal cidade (03/09/16).

terça-feira, 30 de agosto de 2016

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Daguerreótipos Digitais: Cascudos na livraria

Daguerreótipos Digitais: Cascudos na livraria: Credito das fotos: Rosa Regis Mosaico: Roberto Cardoso Cascudos na livraria PDF 715 A cultura é uma estratégia de preservação...



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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Coxinhas urbanas(os)

Coxinhas urbanas(os)
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A modalidade de lanches, com a venda de mini coxinhas invadiu a cidade. Kiosques em shoppings, e kiosques ocupando as calçadas já estreitas, são encontrados pelas ruas de Natal/RN. E com a nova onda de food truck, carros de modelo kombi, são transformadas em espaços para venda de coxinhas. Kombis que não sabemos se estão regulamentadas e autorizadas pela prefeitura para estacionar nos locais preferidos por seus proprietários. E se estão autorizadas pela prefeituras, falta a prefeitura fazer uma auto avaliação de seus atos e suas legislaturas. Já que as kombis vem servido a coxinhas que querem uma vaga para seus carros, jurando serem loucos por coxinhas. Fazem até uma casadinha, com lanche e estacionamento no mesmo espaço. Mas não um drive true, ou um delivery. È do tipo comeu ,cai fora, sintetizado por suas cores.

Na rua Coronel Cascudo, no centro de Natal/RN, que é uma rua parcialmente para pedestres, encontra-se sempre uma kombi vendendo coxinhas, fechando a rua, que é utilizada por pedestres. A kombi está estacionada em uma esquina, que da acesso a parte da rua, destinada a pedestres. Na rua exclusiva de pedestres, mas sempre invadida por motos, que passam facilmente entre os blocos de concreto, conhecido como gelo baiano...

E com food trucks mal estacionados, a cidade se remete aos tempos das cigarreiras, que eram instaladas em qualquer lugar, bastando ter um local com grande movimento de pedestres, deslocando-se para um lado e para outro, sempre apressados em busca de um lanche barato, no meio da rua, em cima da calçada.

Não bastando a kombi estacionada, existem carros estacionados ao longo da rua transversal, reduzindo os espaços, que dão acesso a rua. Forçando os pedestres a ficar se esgueirando entre os espaços de para-choques, lado a lado, que muitas das vezes ainda possuem uma "bola de engate" para reboques, em camionetes da fazenda asfaltada.

A cidade entra na onda do modismo e exigência de países estrangeiros, acabando com as cigarreiras e carrocinhas ambulantes, adotando o food truck. Mas não entra na onda do planejamento urbano adotando e facilitando acessibilidade e mobilidade urbano. Seus administradores com uma camisa da cor do partido, apresenta um discreto YSL bordado, da famosa grife francesa.

Mas também seus auxiliares e secretários, que podem estar de terno e gravata, não querem o desconforto das ruas, preferem seus gabinetes com água gelada, cafezinho e ar condicionado. Só andam nas ruas em situação de promoção das suas estampas, e suas campanhas, com comitivas e maquinas fotográficas, para mostrar seus créditos em redes sociais.

A prefeitura cria aplicativos para receber reclamações, via internet e via celular, um tipico comodismo para dizer que trabalha. Mas seus dirigentes administrativos não possuem coragem para andar nas ruas, conferir denuncias e procurar irregularidades. E reclamações batendo na porta, da casa do povo, falando diretamente, não são efetuadas. Apenas fazem parte de estatísticas não divulgadas.

Os denominados amarelinhos, correm o risco de se tornarem uma lenda, de que estavam nas ruas e multavam, promovendo respeito ao cidadão. Mas na onda do Pokemom estão cada vez mais difíceis de serem encontrados, salvo quando um mesmo um, sempre aparece na televisão, sem permitir ser capturado.

O argumento de ordenação urbana, acessibilidade e mobilidade, vale para qualquer cidade.


Texto em:





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Entre Natal/RN e Parnamirim/RN, 11/08/16
Roberto Cardoso (Maracajá)
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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Monte Kurama: Prescrição poética

Monte Kurama: Prescrição poética: Prescrição poética PDF 698 Sarauterapia Evento indicado nos distúrbios da fala, da escrita, ou do pensamento. Palavras presas na ga...

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Retratos de comportamentos

Retratos de comportamentos

Os retratos de comportamentos de um povo natalense
PDF 697

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Alguns dos comportamentos dos natalenses, estão retratados na imagem acima. Como o ato de andar no meio da rua. Pois raramente é possível encontrar uma calçada. E quando há calçadas, há impedimentos para deslocamentos, sobre seus pisos. Faixas de pedestres costumam terminar em muros, em degraus e outros obstáculos.

Desde a muito tempo nas cidades foram construídas as calçadas diante das casas. E eram nas calçadas que seus vizinhos e habitantes, se reunião sentados em cadeiras. Trocavam informações com quem sentava, e com quem passava na rua. Mas as cadeiras nas calçadas fugiram para dentro de casa. Um atitude em resposta a violência, mas não somente a violência de delinquentes e bandidos. Existe uma violência imposta pelos carros e seus proprietários, ocupando espaços.

Com as portas fechadas, as calçadas sem cadeiras de moradores e vizinhos, se tornaram o caminho e a segurança para os pedestres. Os bondes correram em trilhos sobre os leitos de ruas e avenidas, com energia elétrica ou tração animal, não interviram em calçadas. As ruas foram criadas para os carros, tendo como limite o meio fio, a guia identificada por uma diferença de nível. O nível mais baixo esta reservado para os carros. Nível de altura, de prioridade e de respeito, os pedestres estão acima.

Nos tempos das montarias ainda era possível amarrar os animais bem próximos a uma porta, da casa ou do armazém, e até da bodega. Mas surgiram os automóveis, e os cavalos foram para dentro dos carros, com suas potencias calculadas em HP. E os carros insistem em ocupar as calçadas, julgando terem muita potencia, medidas por cavalo de força (HP). E se fazem de bestas.

E agora até mesmo em inaugurações, mostrando serviço, uma comitiva com o líder à frente caminha pela rua. Agindo com atitudes inconscientes, repetem os comportamentos das ruas. Vão buscando um lugar livre e plano, construído para os carros, mas que facilitam muito o deslocamento para aqueles que caminham, com os próprios meios. E permitem imagens e selfies, trazendo a sensação de ser livre.

Andar na calçada pode ser um risco, de pisar em buraco, levar um tombo, com as pedras soltas. Piso molhado, piso com areia. Caminhos ocupados com material de obra, metralhas e entulhos. E ainda há as calçadas ocupadas por carros. Carros sempre aguardando seu donos, que os deixaram ali por um momentinho, uma parada rapidinha para resolver um probleminha. Nada que possa afetar um pedestres diante das suas necessidades urgentes, e das suas pressas emergentes. Pois afinal ele julga ter um status, já que é proprietário de inúmeros cavalos.

O retrato comportamental do natalense. Na falta de calçadas, por serem calçadas desniveladas, ocupadas por metralhas e entulhos, é preciso andar pelo meio das ruas.




RN, 03/08/2016

Retratos de comportamentos
Os retratos de comportamentos de um povo natalense
PDF 697

Texto em:



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O Séquito dos desesperados
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Em 12/06/16

Texto disponível em:



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